
A legitimidade do Governo para governar é ainda total e a maioria continua absoluta. A derrota nas Europeias é um aviso e não um raio paralisante. Esta inflexão de políticas não significa razoabilidade, é eleitoralismo puro e desesperado. É evidente para todos. Se nas Europeias o PS perdeu votos dos afectados com o conteúdo das medidas e manteve os dos que gostavam da forma, nas Legislativas perderá também os votos de quem acreditava que o senhor engenheiro era determinado por Portugal e agora percebeu que vacila com receio de ser terminado por Portugal.