Praticamente todos os jornais que deram eco das propostas políticas do MMS para a região se centraram na proposta de criação da Universidade do Nordeste, relevando-a como meio de implantação na cidade, e como serviço essencial à região, de uma Faculdade de Medicina, vista como forma de solucionar a falta de médicos na região, e porque não, ajudar também a solucionar o mesmo problema ao nível nacional. A nossa proposta visa criar uma nova Faculdade de Medicina que, radicada no Centro Hospitalar do Nordeste, pudesse formar 50 médicos por ano, sendo que a perspectiva de parceria com a Universidade de Salamanca, que forma médicos há muitos séculos, poderia elevar sobremaneira as probabilidades de sucesso da nova Faculdade, bem como abrir horizontes de aprendizagem e formação em contexto de trabalho aos professores e alunos dos dois países que decidissem intercambiar experiências durante a formação académica.
As vantagens para a região são mais do que óbvias, desde logo pela possibilidade real de fixação de médicos na região em virtude da ligação adquirida durante a frequência do curso. Muitos dos que estudam em Bragança desejam permanecer e fazer vida pela região, contudo nem sempre conseguem emprego, um problema que não se coloca a um médico. Por outro lado, uma Faculdade de Medicina dinâmica atrairia profissionais de saúde altamente qualificados interessados em desenvolver investigação nos problemas de saúde que afectam especificamente as populações desta região, daí derivando evidentes benefícios para toda a comunidade.
Fica a notícia de hoje do Semanário A Voz do Nordeste, onde a autora expressa com elevado interesse o potencial que encerra esta proposta válida apresentada pelo MMS.
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O Coiso · 812 weeks ago
O início da construção da tão aguardada auto-estrada que ligará Bragança ao Porto, poderá ser um bom motivo para começar a criar incentivos para chamar médicos para a região, pois o tempo que nos separa do resto do país será consideravelmente reduzido.
Outra ideia que até agora nenhum candidato à câmara de Bragança propôs foi o de tentar cativar os Brigantinos que estudam fora da cidade a retornar no final dos seus cursos para fazerem vida em Bragança. Quando falo em estudantes, refiro-me a todos, sejam eles estudante de Medicina ou Engenharia, todos eles seriam uma grande ajuda ao desenvolvimento da região.
Deixemo-nos de ideias inexequíveis, talvez até patéticas, e vamos pensar mais e melhor por Bragança.
mmsbraganca 23p · 811 weeks ago
Dizendo-se daqui deveria saber que Salamanca fica a cerca de 170 Km de Bragança, e que por via das boas acessibilidades espanholas é possível chegar a Salamanca em hora e meia, sem pagar portagens nos cerca de 60 KM de auto-estrada entre Zamora e Salamanca. Onde você vê dificuldades eu vejo desafios e oportunidades. Antes de criar o IPB em Bragança muitos diziam que não teria viabilidade e que faliria à primeira crise de procura. Pois bem, trata-se hoje de um dos melhores Politécnicos do país, com cerca de 7000 alunos, e com cerca de 40% do corpo docente doutorado. Voltando à Universidade e à Faculdade de Medicina, recordo-lhe que a Covilhã foi a primeira cidade do Interior que recebeu a graça de ter um curso de Medicina, e não consta que qualquer dos problemas que você vislumbra obliterou a qualidade do curso nem o bom contributo para o país e para a região. Nos cursos de medicina modernos, muita formação avança é feita com recurso a processos tecnológicos. De igual modo, as tele-conferências e a tele-medicina podem ser uma boa solução para suprir
necessidades pontuais. Fica também a saber que, há na região mais valências e serviços do que transparece do minimalismo do seu comentário. Pode consultar aqui:
http://tinyurl.com/ot99jt
Há condições mais do que suficientes no CHNE para iniciar o processo de formação de médicos, no anos terminais essa formação seria complementada com a parceria com Salamanca, quer em valências hospitalares quer em professores especialistas. Adicionalmente, a autarquia assinou recentemente um protocolo para a criação de um hospital privado em Bragança, que completará as valências do hospital público. Para o MMS, o futuro não passa por ter "turbo-médicos" sempre em trânsito entre Bragança e o litoral. Sem um serviço de saúde de qualidade não há futuro para esta região, ou para qualquer outra. Temos a certeza que a faculdade de medicina aumentaria em muito a atractividade da região e com isso faria engrandecer o CHNE e as suas valências, sendo que a consolidação da qualidade de ensino em medicina seria uma realidade em poucos anos, tal e qual aconteceu no percurso do IPB. Não somos derrotistas e acreditamos na região e nas suas pessoas.